Eu sou nada
Por isso ninguém me conhece
Eu não me conheço
Se esqueço as canções
De quem, eu sei
Inspirou em mim
Você não é nada
Vestido de ganância
Perde a simplicidade
Almejando joias raras
Os caminhos da alma não cabem
Desfiles de auto importância.
O distanciamento inevitável
Serviu para rever as faces
Perdidas sob novas máscaras
Sobreviventes
São mais do que gente
São budas
Que esqueceram a fonte
Meu amigo não grita
Não fala
Apenas ilumina os passos
O aqui e agora
Quando ele quer ruge
Maremoto de sons
São canções
Emergindo as memórias
Não é preciso morrer
Para renascer
Nas melodias
Oceânicas
Madeva de Anatálie
Pandemia - 13 ago 2020
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